sexta-feira, 23 de julho de 2010
O segredo do Sucesso (de alguns)...
... e não venha dizer que é coisa da genética.
O que você mais deseja? Sucesso. Uma cena do filme “O último julgamento do Diabo”, me chamou muito a atenção, quando o personagem principal, o escritor Jabez Stone, desejou tanto o sucesso que chegou até a negociar sua alma imortal com “o coisa lá debaixo”.
A ambição e o desejo de vencer e ser bem sucedido na vida é desejo de qualquer um e costumeiramente ousamos dizer que aquela pessoa que sempre conquista o que quer e deseja nasceu com a bunda virada para a lua, na verdade não é bem assim, muito menos existem genes que predispõem o sucesso das pessoas, o segredo segundo os cientistas é o esforço em longo prazo.
Segundo uma reportagem publicada na SuperInteressante do mês Julho é difícil de aceitar mas todos nós nascemos com a mesma chance de brilhar, nem mesmo com os chamados gênios em determinada arte, nasceram com uma aptidão maior para a coisa que nós mesmos.
Estudos comprovam que o tal talento natural para a liderança ou a aptidão para os esportes ou a voz suave e entonada não tem nada a ver com nosso DNA, isso, segundo Anders Ericsson da Universidade da Flórida, que há cerca de 20 anos estuda porque algumas pessoas são mais bem sucedidas que as outras.
De certa forma, houve durante alguns anos o fetiche laboratorial de relacionar genes com traços de personalidade, como o 5-HTTLPR que em 2003 virou notícia por ser reconhecido como o gene da depressão, porém, no ano passado, este e outros estudos viraram as relações de ponta cabeça, com a desmistificação de alguns conceitos. O que se comprovou na verdade que o resultado do sucesso está em 99% de transpiração, ou seja, muito esforço.
Por muito tempo acreditou-se que a capacidade cerebral estava escondida nos neurônios, porém o que se vê hoje é que a massa branca que forma o cérebro e é formada por mielina e serve como isolante para impulsos elétricos tem relação com o assunto. Percebia-se que a mielina era distribuída de forma desigual pelo cérebro, mas não se sabia por quê. O fato é que essa distribuição desigual deixa os impulsos mais precisos, o que coordena melhor nossos movimentos e pensamentos. Logo, quanto mais você pratica algo, mais precisos tornam-se seus impulsos, assim quando a mielina se deposita mais, os sinais entre as sinapses (mensagens entre os neurônios) ficam mais eficientes. Assim, a mielinização leva a perfeição.
Outro fato que se acresce ao sucesso e a perfeição neste nível cerebral são os erros, segundo George Bartzokis, também da Universidade da Califórnia, errar muito torna a mielinização mais eficiente ainda. Anders acrescenta que quando você erra se esforça o dobro para corrigir o erro e se você repetir sempre o que já sabe não há evolução, logo, o ideal é falhar e tentar sempre algo novo e mais difícil.
Contudo há de se acrescer que o auge da mielinização ocorre na infância e até os 30 anos ela continua alta, aos 50 ela é ajustada e após isso as perdas são maiores que os ganhos, logo se você gostaria de ser o novo Mozart da música ou Iniesta do futebol espanhol e nunca tocou piano ou jogou futebol: desista, o que pode acontecer para quem já tem certa idade é aprimorar o que se tem, pois o treino é a chave do sucesso.
Quem, por exemplo, passa 10 mil horas da vida dedicando-se a uma tarefa, tem auto-controle e maiores chances de obter sucesso, exemplos bons são o do Mozart e nosso Ronaldo Fenômeno. Mozart compôs suas primeiras peças com três anos de idade, mas as boas mesmo, segundo os estudiosos de música só apareceram aos seus 21 anos de idade, ou seja, treino e motivação. Já o Ronaldo só jogava futebol desde criança o que levou a “profissionalização” do que fazia.
É senhores, não adianta reclamar, nem tentar vender a alma para o coisa ruim, pois o escritor Stone se arrependeu e resolveu escrever mais para melhorar, é, o negócio como dizia Einstein é o tal do treinar e tentar, pois sucesso e genialidade, são 10 por cento de inspiração e 90 por cento de transpiração. Bons treinos e sucesso.
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e está treinando.
sábado, 26 de junho de 2010
Há dez anos atrás...

Cápsula do tempo. No último domingo, fiquei realmente comovida com uma reportagem exibida pelo Programa Fantástico, onde, um professor do Rio de Janeiro propôs a sua turma que fizesse uma cápsula do tempo, onde, através de cartas eles descrevessem como estariam naquele ano com 14 e 15 anos e como imaginariam estar, passados 10 anos de sua vida.
Quando a caixa foi aberta, vieram à tona não somente poeira e papéis amarelados, mas sentimentos perdidos e sonhos desfeitos. Identifiquei-me com a reportagem não somente, por ter, hoje também a faixa etária de idade dos viajantes do tempo, mas por também guardar lembranças e recordações muito fortes de tudo que pensava naquela época.
Num súbito, fui levada até um notebook para através da moderna internet, para mandar um email para alguns amigos deste e daquele tempo, a fim de levar todos a uma retrospectiva de tudo o que se vivera. Munida de muita tecnologia, voltei aos meus diários de anos atrás para relembrar um pouco dos meus sonhos perdidos.
Poeira, papéis de bala, pedaços de palheta, fotos de artista e letras de música. A minha viagem seguiu além daquelas folhas coloridas e percorreram veredas de um pensamento doce e alegre que acreditava em um futuro cor de rosa.
Há dez anos, eu ingressava no ensino médio, deparava-me com um mundo novo, começava a experimentar os sabores e dissabores de ser adolescente. Com 14 anos reconheci pela primeira vez o significado da palavra amizade. Era perspicaz, estudiosa, ambiciosa, sonhadora. Sempre pronta e de coração aberto, ajudava em trabalhos, feiras de ciências, grêmio estudantil e quase sempre me metia em enrascada.
Era apaixonada por um par de olhos verdes que frequentavam minha sala, mas que nunca me deram moral e nem por isso, eu deixava de acreditar que a paixão e o amor entre duas pessoas poderiam ser verdadeiros.
Jamais pensava em ser professora, muito mesmo futura contabilista, quem dera um dia fazer pós em Planejamento Estratégico. Queria bem quietinho, ser jornalista, trabalhar numa revista bem conceituada. Queria, aos 24 anos de minha vida, ser independente, ter um carro, um emprego estável que atendesse minhas necessidades financeiras e pessoais. Queria casar, ter três filhos, uma porção de bons amigos, queria paz, queria uns quilos a menos, queria abrir um bar.
Todavia, nem tudo que se quer se pode ter e é assim que eu me vejo, dez anos depois. Realizei o sonho de passar em uma instituição de ensino superior pública e me “lasquei” cinco anos dentro dela, sonhando em ser uma mestra e geneticista. Formada, eu, que falava: nunca, jamais, comigo não, voltei atrás. Com o mundo nas costas e na cabeça, sem perspectivas e confiança em relação ao futuro, comecei outra faculdade, comecei pós, parei, voltei, recomecei.
É, a gente aprende, ao longo dos anos, que o tempo passa, leva memórias, apaga sonhos e muda as pessoas. Eu, que odiava tanto mudar de conceitos e de palavra, vejam só, mudei tantas vezes que acabei adorando o ato de mudar. Quem há dez anos ousaria pensar na minha pessoa com mechas louras?
O tempo passou, o cabelo mudou, eu mudei. Tenho um emprego onde trabalho com as melhores pessoas do mundo: crianças e adolescentes (que me deixam louca, às vezes, mas que eu adoro), já ando de carro, respondo por meus atos e assim ainda me meto em quase tudo e sofro com as enrascadas. Sim, ainda não tenho um bar, nem amor, nem filhos, mas escrevo aqui, continuo ambiciosa, só que muito mais responsável e perfeccionista que naquela época.
Os anos se passam. Percebemos que erramos, aprendemos, choramos, mas continuar é preciso: eu continuo. Embora, às vezes não muito confiante e muitas das vezes, como diz um querido amigo meu, ainda meio ingênua e desconfiada demais com tudo, eu sigo, para frente, para o futuro, ainda que escuro e não cor de rosa.
Ao passar destes dez anos, é possível aprender que uma faculdade, duas, não conquistam o respeito das pessoas, principalmente se elas te conhecem da vida inteira, mas que uma ou duas palavras podem conquistar. Aprende-se também, que amizades de verdade nem o tempo, nem à distância as separam, mas descobre-se que as de verdade são raras. Descobre que chorar alivia, mas não resolve o problema e assim a gente aprende a enfrentar o problema, de frente, olhando nos olhos.
Depois de muita relutância é possível até compreender o amor. No meu caso, apaixonei-me pelo amor, depois de um tempo o odiei. Sobre ele, aprendi, desaprendi, desacreditei e o compreendi. Mesmo diante de ilusões e desilusões, é possível ver que no fundo, lá no fundinho mesmo, ele existe: o de mãe, de pai, de irmão, de amigo; até quem sabe o amor apaixonado, que para mim ainda é uma incógnita, que não estou a fim de desvendar.
Aprende-se que sonhar é bom, porém, acontecer do jeito que a gente quer, só mesmo em sonhos, durante a noite, quando se é adolescente, porque quando se é adulto eles se perdem e é preciso aproveitar e a aceitar o que se tem na mão e deles concretizar seu presente; mas nem por isso é preciso parar de sonhar.
Aprende ainda, que não adianta, vamos cair, vão nos derrubar, iludir; que vamos nos machucar, desesperar, estressar e que ao olhar para os lados veremos tudo escuro e frio, mas que mesmo assim, nossa família e amigos de verdade vão nos consolar, que vamos levantar e seguir adiante.
E eu aprendi, principalmente que o que eu penso hoje estará bem mudado quando dez anos se passarem, quando eu for trintona, mas, certamente, como eu penso hoje, eu vou ter a certeza, que eu fiz o que tinha que ser feito, naquela hora e naquele momento, mesmo que fosse para sofrer e aprender.
Recebi, graças à tecnologia, de volta, alguns emails, sobre o assunto “Cápsula do Tempo”. Percebi que não somente eu mudei e aprendi com tudo, mas que o ciclo evolutivo é inevitável na vida de qualquer pessoa e só as faz crescer e melhorar. Porém, já é hora de fechar os diários e voltar ao presente. Lembrar o passado é bom, pensar no futuro é legal, mas é preciso viver este presente e bem vivido, para quando pensar, há dez anos atrás, surgirem só memórias boas na cabeça.
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e está construindo uma cápsula do tempo para daqui dez anos.
Mulheres a beira de um ataque de nervos...

Mulheres a beira de um ataque de nervos
- Professora, corrigiu os trabalhos?
- Não.
- Colega, terminou o trabalho de Sistemas?
- Não.
- Terminou o artigo que eu pedi?
- Não, né? Dá um tempo!
Tá, estressadinha, é?! Estressadinha não, estressadona e não sou só eu: é a maioria ao meu redor. Nervos a flor da pele, tolerância zero, sem paciência, cheia de coisas para fazer e sem tempo para piadinhas, a não ser as minhas é claro. No trabalho, na faculdade, na pós, em casa: compromissos de um lado para o outro; mil coisas para fazer: imagino eu, pense só naquelas que tem filhos, e maridos, e namorados. Haja saco!
Surtar é fácil e normal, mas não é permitido, porque temos que ser 25 horas por dia às portadoras da doçura, da calma, da tranqüilidade, da submissão e da paciência. Desculpem-me, mas tenha dó, temos o direito de nos estressar, às vezes.
Domingo, em meio a um dos raros momentos em que com peso na consciência assistia televisão e lamentava por estar ali e não estar estudando, o programa Fantástico apresentou uma pesquisa feita com mulheres de São Paulo, que revelou que elas nuca foram tão estressadas, e não são só as de São Paulo não, garanto que 1 em cada 3 mulheres sofrem com o estresse.
Tal estudo foi feito com cerca de 100 mil homens e mulheres e revelou que muita gente está com problemas, principalmente as mulheres. Em torno de quase 30% delas responderam que os problemas domésticos são o maior motivos de estresse, em segundo lugar, ficou a questão do dinheiro e em terceiro, o trabalho.
O trabalho orientado pelas secretarias de Saúde estadual e municipal de São Paulo e pela Sociedade Paulista de Cardiologia, apresentou ainda que o número de mulheres à beira de um ataque de nervos é muito maior do que se imaginava.
Segundo os resultados da pesquisa, o nível de estresse foi uma surpresa para os pesquisadores, (não acredito como foi surpresa, pois estresse em mulheres é natural) e principalmente em casa. Isso porque, a mulher do século XXI e do ano 2010, já pensando no final de 2012, tem que lidar não somente com aquilo que sempre foi de sua competência: cuidar da casa e dos filhos, mais acresça isso aos problemas com a profissão, com o estudo e ainda com os demais setores que ela ocupa na sociedade; podemos dizer que ela é uma versátil guerreira em diferentes campos de batalha.
Todo dia, uma agenda lotada de coisas e compromissos com um relógio que desperta às 6da manhã, com direito de dez minutos a mais para iniciar uma maratona de coisas, que forçam a mente e o coração. Diante da pressão e do estresse, o cérebro manda uma ordem para o corpo mandar adrenalina, uma substância produzida por glândulas que ficam acima dos rins. Quando ela cai na circulação, o corpo acelera e a respiração fica mais rápida. Se o estresse virar rotina, cuidado com o coração.
Outras recentes pesquisas ainda revelam que o estresse causado pelo trabalho aumenta ainda mais o risco de problemas cardíacos em mulheres com menos de 50 anos. Essa pesquisa apresentada no Portal Educação analisou mais de 12 mil enfermeiras com idades entre 45 e 64 anos durante 15 anos. No ano de 2008, 580 enfermeiras tiveram isquemia cardíaca, sendo deste total 369 com angina e 138 com ataques cardíacos. E os problemas não param por aí, se o estresse vier aliado ao fumo e o diabetes, tem 35% mais chances de desenvolver doenças cardíacas do que as que não se sentiam afetadas pelo estresse.
Porém, a mais deprimente das pesquisas revela que além do mau humor, o estresse também engorda. É claro! Quem é que nunca desabafou as mágoas com um brigadeiro de panela, um pedaço de bolo ou uma barra de chocolate? Esta, feita por estudiosos do Instituto Weizmann, de Israel, e publicado na revista científica Proceedings of the Nacionational Academy of Sciences (Pnas), mostrou que a tensão ativa uma área cerebral que produz a proteína UCN3. Aí vem o perigo que é duplo: a proteína age no fígado, pâncreas, coração e cérebro e desperta a vontade de comer e diminui a sensação de saciedade.
Todavia, é preciso considerar, mesmo sendo difícil, que precisamos dar maior atenção ao estresse. Para muitos especialistas, é importante reconhecer que o estresse é fator de risco para a saúde tão importante quanto o cigarro e o álcool e ainda que as pessoas precisam dar a devida atenção ao estresse, pois as pessoas, sejam homens e mulheres, ainda não têm noção do quanto a vida estressante é prejudicial.
É vocês, leitoras do sexo feminino, sei que me entendem. Estamos realmente a beira de um ataque de nervos, de um infarto, da diabetes, de um colapso nervoso e ainda mau humoradas e gordas. Porém, é preciso vencer o estresse para ter uma vida um pouco mais saudável e prazerosa, sem peso na consciência por ter feito isto ou aquilo, porque viver na pressão 25 horas por dia e ainda ter que escutar que “tá estressadinha”, não dá. E vocês homens, que convivem conosco, mais paciência, porque a nossa já acabou.
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e se assemelha muito com as mulheres da pesquisa do Fantástico.
terça-feira, 25 de maio de 2010
É verdade ou mentira?

... problema é de quem ou não acredita.
Quem é que não cresceu ouvindo a seguinte das mamães: - quem mente cresce o nariz? Ou ainda, mentir é pecado? E as pobres crianças, já nessa época sentiam-se intimidadas a sempre falar a verdade, inclusive eu. Não! Não, me interpretem mal, eu não acho que tal postura das mães, quanto à cobrança a falar a verdade seja errônea, acho de total bom grado, porém, quando essas pequenas e indefesas crianças crescem, o medo de crescer o nariz é perdido e as mentiras aumentam.
- Nem vem que não fui eu! O pior que a mentira é a convicção diante dela e o sentimento de culpa, que pode atormentar e entregar a profere. Porém, em algumas pessoas parece que o tal sentimento de culpa é ausente nos homens e, além disso, sua propensão a mentir é maior. Estava alegre e sorridente cantando um trechinho de Skank: “... mentira se eu disser que não penso mais em você”, quando, me deparei com uma pesquisa encomendada pelo Science Museum, (Museu da Ciência), para a inauguração de galeria “Who Am I”? (em tradução livre, "quem sou eu?"), dedicada às ciências do cérebro, genética e comportamento, em Londres.
O estudo analisou depoimentos de três mil britânicos e verificou que cada homem britânico mente em média três vezes por dia, o que equivale a 1.092 mentiras por ano. Já as mulheres, bem mais honestas, mentiriam em média duas vezes por dia, ou 728 vezes por ano. Além de tudo, o britânico tem tendência a contar mais mentiras para sua mãe, sendo que um quarto dos homens admitiu já ter mentido pra ela e nas mulheres o número baixa para um quinto delas.
Adepta da verdade, não é difícil perceber que a mentira é evidente em todos os ambientes em que estamos inseridos e condenando a mentira o que mais me intrigou foi o resultado que mostrou que mentir para as parceiras é menos comum entre os homens britânicos, apenas 10% deles admitiram que mentem para elas, (crise de risos), tá na cara que nessa eles mentiram. “Eu ainda estou no trabalho, estou preso no trânsito, o celular estava fora de área, você está linda e eu fiquei em casa ontem”, são algumas das que eles proferem à suas queridas no intuito de iludir seus olhos e seus corações.
Outra constatação do estudo em favor das mulheres: elas mentem menos, tem mais propensão a sentir culpa após dizer uma mentira: 82% delas disseram que a mentira pesa em sua consciência, em contraste com 70% dos homens, o que as faz contar a verdade pouquinho depois.
Sem querer criticar os homens de uma forma geral, pois as mulheres mentem também e algumas até demais, mas outro levantamento da pesquisa foi: existe uma mentira aceitável? Para minha loucura, 82% do total de participantes, ou seja, homens e mulheres acham que sim, onde a raiz da mentira pode ter uma função aceitável.
Discordo em gênero número e grau e ainda parafraseio Martinho Lutero: “a mentira é como a bola de neve; quanto mais rola, tanto mais aumenta" e atormenta ainda.
Para tanto, percorri alguns momentos históricos e me deparei com filósofos que também, assim como eu, condenam a mentira, um deles foi Confúcio (551 – 479 a.C.) que recomendava que se apelasse para esse antiqüíssimo recurso apenas quando a verdade prejudicasse uma família ou a nação; pois acreditava ser um conselho maroto e não condizente com a atitude de um sábio. Aristóteles (384-322 a.C),só aceitava duas maneiras de mentir: diminuindo ou aumentando uma verdade.
Todavia, para as modernas ciências do comportamento, seja qual for a história falsa, a realidade é uma só: mentira é aquilo que se queria que fosse verdade. E segundo psicólogos, existe um período da vida em que sempre se mente: a infância, pois a mentira faz parte do desenvolvimento psíquico de cada um, por isso a história do Pinnocchio. Daí talvez a explicação do porquê da mentira ser uma das principais manifestações analisadas no divã do psicoterapeuta: os assuntos sobre os quais a pessoa mente fornecem ótimas pistas sobre as áreas mais problemáticas de seu temperamento, aquilo que ela não enfrenta ou quer esconder de si mesma, para começo de conversa.
Diz a minha mãe, você vê no olho de quem está mentido e é verdade: quem mente apresenta atos que os delata, lembra do detector de mentiras no confessionário do BBB? Pois é, ele media o grau de dilatação da pupila dos participantes, por isso é difícil a pessoa que mente olhar nos olhos da outra, além disso, quem mente esconde as mãos, as afundam no bolso; os mentirosos encobrem parcialmente a boca nem que apenas por um momento, tocam o nariz, porque ele coça quando se está sob momentos de tensão, passa-se a mão no cabelo, segura o queixo, enfim a pessoa delata-se, pois não está relaxada, porque já tem intrinsecamente que mentir é errado e feio.
Crescendo o nariz ou não, sendo feio ou bonito, tendo uma boa intenção ou não, em um país como o Brasil, mentir parece ser hoje, aceitável, porém acredito ser cada vez mais desumano e desnecessário, pois destrói afetos e cria insegurança. Uma mentira pode ser sustentada em uma meia verdade, mas e quando se fala verdade e acreditam ser mentira? Aí meu caro, é só olhar no olho e ver o caráter de cada um, porque estes o condenam e o nariz não cresce. Se quiser acreditar bem bom, se não quiser bem feito e isso já é outro assunto.
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e é adepta da verdade, nem que doa, porque o seu nariz não cresce.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Copa do Mundo... rumo ao recesso!
Copa do Mundo 2010, o mundo a partir do dia 11 de Junho, parará em frente aos televisores para ver as suas astutas seleções esbanjarem seu futebol pelos campos da África do Sul. Ok, concordo nem todo mundo é apaixonado por futebol, logo, nem todo mundo vai parar, e outra, numa lista riscada com Grafitte e Donny, fica até difícil querer parar para ver jogo de futebol!
Decepções e indignações a parte frente à lista do nosso técnico Dunga, a Copa está chegando, os jogadores convocados e “parte do mundo” prepara-se para ver o “espetáculo da bola”. É para os workaholics de plantão em todas as horas do dia, falar que o mundo vai parar: de fazer suas atividades, de trabalhar, de ganhar dinheiro é uma afronta, mas o fato é que, por mais que alguns achem indignante, grande parte do mundo realmente para.
Um exemplo disso é o nosso Congresso Nacional! Semanas atrás o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP),propôs a antecipação do “recesso branco”, aquele período em que os parlamentares não comparecem semanalmente ao Congresso e vão a capital Brasília com o único intuito de votações eventuais em regime de “esforço concentrado”, (crise de risos).
Sim esse período existe e sempre acontece em anos eleitorais após o recesso oficial, que começa em 18 de julho. O Senhor Vaccarezza, no entanto, solidário a Copa e fanático por futebol quer antecipar o período para 10 de junho, já que a Copa começa neste dia.
Para que tal sonho seja concretizado é preciso que o Congresso aprove até lá a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia é antecipar essa votação para o mês anterior e assim, “liberar” os deputados até pelo menos o primeiro turno das eleições, no dia 3 de outubro, sim senhores de 10 de Junho até 03 de Outubro.
Segundo próprias palavras do deputado: “Além do período eleitoral, neste ano tem a Copa do Mundo. Então, vou propor que façamos um acordo para votar a LDO no dia 10 de junho e, a partir de votada a LDO, nós vamos poder funcionar em esquema de esforço concentrado”.
Enquanto muitos devem pensar que a culpa é dos “do governo”, o líder do PSDB (os tucanos), na Câmara, João Almeida, concorda com a proposta de se antecipar o “recesso branco”. Segundo ele: “Não há prejuízo nenhum em deixar o que tem para depois da eleição. São projetos de interesse corporativo e não da sociedade. Não é possível ter discussão adequada em véspera de eleição. Em tempo de eleição, o Congresso perde a pouca razão que tem".
A esperança também surge com algumas empresas no advento da Copa, um exemplo é a TAM. A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2010 com prejuízo de R$ 58,1 milhões, conforme o relatório de resultados divulgado no padrão contábil internacional IFRS e é explicado pelo aumento das despesas financeiras, que evoluíram para R$ 163 milhões no trimestre, com um salto de 462%. Os déficits esperam ser amenizados com os voos para África do Sul, cuja empresa já possui 30 voos fretados para a Copa da África do Sul e disponibilizará duas aeronaves A330, da Airbus, para atender os brasileiros que viajam ao continente africano para assistir à Copa do Mundo.
E não somente as empresas áreas, mas indústrias de confecção de camisetas, agasalhos e artefatos comemorativos da Copa em geral, estimam aumentar seus lucros com coisinhas verde-amarelas que vão decorar vitrines, carros, prédios e pessoas.
Assim, convém pensar realmente que não são todos que vão parar e sim apenas uma parte e aposto que até mesmo o mais avesso ao futebol vai dar uma “paradinha” em frente à televisão para ver as defesas do Victor ou mesmo o Gol do Ganso, do Pato, do Ronaldinho, é bem digo, boa sorte Cristiano Ronaldo, Messi, Fabregas, Canavarro: rumo ao Hexa!
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e apaixonada por futebol não fará recesso branco, mas acompanhará a Copa.
Decepções e indignações a parte frente à lista do nosso técnico Dunga, a Copa está chegando, os jogadores convocados e “parte do mundo” prepara-se para ver o “espetáculo da bola”. É para os workaholics de plantão em todas as horas do dia, falar que o mundo vai parar: de fazer suas atividades, de trabalhar, de ganhar dinheiro é uma afronta, mas o fato é que, por mais que alguns achem indignante, grande parte do mundo realmente para.
Um exemplo disso é o nosso Congresso Nacional! Semanas atrás o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP),propôs a antecipação do “recesso branco”, aquele período em que os parlamentares não comparecem semanalmente ao Congresso e vão a capital Brasília com o único intuito de votações eventuais em regime de “esforço concentrado”, (crise de risos).
Sim esse período existe e sempre acontece em anos eleitorais após o recesso oficial, que começa em 18 de julho. O Senhor Vaccarezza, no entanto, solidário a Copa e fanático por futebol quer antecipar o período para 10 de junho, já que a Copa começa neste dia.
Para que tal sonho seja concretizado é preciso que o Congresso aprove até lá a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia é antecipar essa votação para o mês anterior e assim, “liberar” os deputados até pelo menos o primeiro turno das eleições, no dia 3 de outubro, sim senhores de 10 de Junho até 03 de Outubro.
Segundo próprias palavras do deputado: “Além do período eleitoral, neste ano tem a Copa do Mundo. Então, vou propor que façamos um acordo para votar a LDO no dia 10 de junho e, a partir de votada a LDO, nós vamos poder funcionar em esquema de esforço concentrado”.
Enquanto muitos devem pensar que a culpa é dos “do governo”, o líder do PSDB (os tucanos), na Câmara, João Almeida, concorda com a proposta de se antecipar o “recesso branco”. Segundo ele: “Não há prejuízo nenhum em deixar o que tem para depois da eleição. São projetos de interesse corporativo e não da sociedade. Não é possível ter discussão adequada em véspera de eleição. Em tempo de eleição, o Congresso perde a pouca razão que tem".
A esperança também surge com algumas empresas no advento da Copa, um exemplo é a TAM. A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2010 com prejuízo de R$ 58,1 milhões, conforme o relatório de resultados divulgado no padrão contábil internacional IFRS e é explicado pelo aumento das despesas financeiras, que evoluíram para R$ 163 milhões no trimestre, com um salto de 462%. Os déficits esperam ser amenizados com os voos para África do Sul, cuja empresa já possui 30 voos fretados para a Copa da África do Sul e disponibilizará duas aeronaves A330, da Airbus, para atender os brasileiros que viajam ao continente africano para assistir à Copa do Mundo.
E não somente as empresas áreas, mas indústrias de confecção de camisetas, agasalhos e artefatos comemorativos da Copa em geral, estimam aumentar seus lucros com coisinhas verde-amarelas que vão decorar vitrines, carros, prédios e pessoas.
Assim, convém pensar realmente que não são todos que vão parar e sim apenas uma parte e aposto que até mesmo o mais avesso ao futebol vai dar uma “paradinha” em frente à televisão para ver as defesas do Victor ou mesmo o Gol do Ganso, do Pato, do Ronaldinho, é bem digo, boa sorte Cristiano Ronaldo, Messi, Fabregas, Canavarro: rumo ao Hexa!
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga Licenciada, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis e apaixonada por futebol não fará recesso branco, mas acompanhará a Copa.
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