sábado, 21 de janeiro de 2012

Colegas Contadores



Eu sei que eu exagerei no tempo, mas vocês mereciam...

Tudo começou em um verão de 2008 e, certamente, aqueles olhares desconfiados que se cruzaram pela primeira vez nos corredores do CESREAL, não sabiam que a partir daquela data construiriam uma história tão forte e intensa ao longo dos últimos oito semestres e que deixarão eternas saudades. Em 2008, por diversos motivos a maioria de nós se encontrava pela primeira vez, em busca de um único ideal, a conquista de um curso superior. Muitos se quer almejavam o título de Bacharéis em Contabilidade, queriam ser Administradores! Já outros, entraram no meio do caminho e aspiravam abrir seus escritórios, serem auditores, consultores e pesquisadores das Ciências Contábeis. Mas naquele verão, arredios, acuados e de certa forma até um pouco tímidos, sem saber os mistérios de um DRE, nenhum de nós tinha a noção exata de tudo aquilo que nos aguardava, tudo o que nós queríamos era chegar ao final e vencer.
Mahatam Gandhi professou que nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. Nós desejamos e hoje somos vencedores. Vencedores de todos os seminários, trabalhos, dramatizações, artigos, paper´s, resumos, contabilizações e de teoricamente 160 provas, correto? Claro, sem contar os exames e as substitutivas, pois aproveitamos tudo o que a instituição nos ofereceu.

Passaram-se quatro anos e parece que foi ontem. Com o passar dos dias, afinidades se revelaram e o susto diante da Teoria de Administração I com seus seminários, foi substituído pelas gargalhadas dos Contadores de História nos teatros de Português e das apresentações de Sociologia. A angústia e o medo das provas sem o plano de contas, foram trocados pela boa companhia, pelos sapos mordidos por cachorros, as histórias de Tordilho Negro e a Macro e Micro economia.

Aos poucos fomos nos deparando com o Mundo Maravilhoso da Contabilidade e aprendemos não somente como contabilizar boizinhos e vaquinhas e como calcular na HP FREG, todas as formas de juros existentes, mas compreendemos que ainda temos muito o que conhecer.

Engraçado, que hoje, contemplando as vossas faces, não vejo mais nelas, os olhares arredios, acuados e pouco tímidos daquele verão, mas posso ver um brilho intenso no olhar de cada formando e esse brilho não seria tão ofuscante se não contasse com a participação e presença de pessoas que nos permitiram alcançar a vitória.

DEUS. Só tu, no silêncio da tua magnitude, sabes o que cada um passou para chegar até aqui. Estiveste sempre presente, não somente nas nossas orações, mas nos levantando quando caímos, quase derrotados perante dificuldades e dúvidas. Percebemos tua presença quando nos destes a mão para resolvermos questões, trabalhos e quando essa mão nos foi carinhosa o suficiente para não desistirmos e seguirmos até o final. Provaste a todos nós mais uma vez, que és grande o suficiente para nos amparar e sublime o suficiente para hoje estar aqui comemorando conosco.

Pais, ou melhor, mães e pais. Quem foram vocês em nossa caminhada? TUDO. Buscar as mais belas e ternas palavras para vos agradecer é pouco diante do que representou para nós a vossa paciência, a vossa amizade, a vossa compreensão. Sabemos que às vezes erramos, não reconhecendo o vosso esforço para que a nossa vitória fosse completa, principalmente quando foram o nosso abrigo e refúgio diante de tudo que nos afligiu. Todavia, graças a vocês, que nos deram carinho, motivação, que nos advertiram e enxugaram nossas lágrimas, é que hoje estamos aqui, vitoriosos e certamente enchendo-vos de orgulho. Obrigada por tudo. Amamos vocês.

Irmãos. Compartilharam momentos, escutaram histórias, auxiliaram na realização dos trabalhos e dividiram suas vidas com as nossas. Vocês, que inúmeras vezes nos agüentaram surtados, diante de tantos obstáculos a se superar, foram fundamentais para a nossa conquista. Sem o seu apoio, sem o vosso olhar e seu abraço, tudo ficaria mais difícil. Valeu!

Filhos, filhas, esposos, esposas, namorados e namoradas. Mesmo eu não tenho nenhum destes, faço questão de agradecer em nome de cada um da turma, por tudo o que vocês representaram e pelo que impulsionaram meus colegas para a vitória. Foram vocês que confortaram em momentos de cansaços, nervosismo, angústia e muito estresse. Souberam entender as ausências e nos “emprestaram” os seus e nossos queridos, pois assim eles se tornaram, para a realização dos trabalhos, para o estudo para a prova e para as festas que realizamos. Entenderam que neste misto de lançamentos contabéis, podem haver variaçoes no balanço e souberam bem contrabalançar tudo o que aconteceu e hoje estão aqui aplaudindo a nossa conquista. Obrigada! Eles amam vocês.

Aos Mestres. Proporcionaram muito mais do que o saber contábil. Foi através do seu exemplo que com muita força de vontade acordamos as 04h30 da manhã para estudar Direitos e Contabilidades e nos momentos de solidão, compreendemos o quanto a carreira universitária é, aham, bem massa. Cada um, com um nome, com uma mania particular, uma personalidade, um jeito de ser, todavia, todos sinomino de conhecimento, que nós ensinaram até um pouquinho mais de Deus, ou tem alguem que não sabe rezar o VINDE ESPIRITO SANTO, né Sabino?
Henry Ford, um famoso empreendedor, argumentou que pensar é a tarefa mais dificil, deve por isso que poucos dedicam-se a essa tarefa. Vocês pensaram e planejaram aulas e teorias que nos fizeram compreender que o pensamento pode ser uma arma fundamental em nosso cotidiano. Somos gratos a toda forma de conhecimento repassada, até aquela que resultou em um décimo a menos na prova e uma decepção a mais no dia, mas tudo isto foi valido para o acumulo de experiencias. Agradecemos pelas aulas, pela companhia, pela amizade, pelas vezes que nos advertiram e principalmente pelas vezes que defenderam a nossa turma, acreditando que lá no fundo tínhamos algo de bom. Ficarão para sempre em nossa memória.

A todos do CESREAL. No trabalho dos bastidores, vocês tinham a caneta e contribuiram significativamente para que esta festa hoje fosse possivel. Compreenderam atrasos, relapsos, ausências e foram pacientes para entender que universitários são normalmente desesperados. Lembramos em especial ao Professor Carlos e Seu Claudio, que já não estao mais aqui. Muitos tornaram-se companheiros e outros sócios e amigos para a vida inteira. Agradecemos por tudo, de coracao.

Agora peço licença a todos os presentes, para neste momento falar diretamente com aqueles os quais compartilhei 4 anos de histórias. Nobres formandos, esta é a ultima vez que me ouvirao falar como colega de classe. Calma gente, como colega...
Caríssimos, que se tornaram colegas, compadres, cumplices e amigos. É acabou, chegamos a reta final.

Hoje, depois de tantos apuros que passamos, suspiramos aliviados e agradecidos por tudo o que fizemos. E como muito bem disse nosso Mestre Professor Maximino, o que ficará de mais valioso durante estes tempos de graduacao não é o conhecimento cientifico adquirido, mas aquilo que vivemos e compartilhamos além de contabilidades, perícia e auditoria, somos mais, por tudo o que aprendemos na disciplina da vida.

Se querer é poder e ter que ir até o final e quiser vencer, como bem citava a canção do RPM, a nossa convivencia era cheia de querer vencer e neste intenso querer, foram muitas discussoes, silencios, provocacoes, ausencias, insinuacoes, risadas, alegria, beliscões, musica, festas e sentimentos que uma vez alguem ousou dizer até, que nossa classe parecia um reality show.

E de certa forma estava com razao, pois nosso envolvimento fora tao grande que nossos problemas se tornaram problemas dos outros e vice e versa. Tivemos o mocinho, o popstar, o injusticado, a reinenta, a dramatica, o fiuk, o fujão, o restart, a gold, os modelos, os barraqueiros, os despreocupados, os neuroticos e os festeiros. Todos fomos colocados no paredao da vida e hoje não saimos como eliminados, mas realizados com a conquista do nosso premio maximo: o diploma.

De certa forma, poderiamos ousar a comparar a nossa vida academica com a contabilidade. Ao iniciarmos em 2008, nossa organizacao registrou em seu balanco patrimonial um fato contabil que incorporava DO NOSSO capital social ao nosso ativo, um valor alto de esperancas, sonhos e metas.

Conforme foram passando os dias, os lancamentos em nosso livro diario registravam em nosso caixa: xerox, livros, tinta de impressora e gasolina para correr atras do conteudo, ou de quem tinha o conteudo.

Além do caixa, o banco conta movimento tambem ganhava sucessiveis creditos, todavia os saldos dos investimentos para o futuro e do ativo intangivel igualmente mudaram: aumentaram as amizades, as alegrias e as angustias divididas.

As vezes, alguns fornecedores ficavam felizes com nossos debitos: panificadoras, acougues, supermercados, lanchonetes e postos de combustiveis. Estes, deixaram nosso resultado com um prejuizo financeiro, mas enriqureceram as nossas contas de historias para contar, felicidades a compartilhar e pessoas em quem confiar.

Muitas vezes, cansados do cotidiano, chegavamos ao CESREAL com o estoque de paciencia e tolerancia zerados, mas isso nunca se mantinha assim, pois sempre encontravamos uma boa pessoa que levantava o astral do outro. Academico, ou voce é comediante? Enfim, no final da aula, o estoque de paz de espirito saia sempre elevado.

Baseado na aplicacao dos principios contabeis, tentamos em nossa entidade, aproveitar as oportunidades, dando continuidade aos nossos estudos, fazendo tudo com competencia, agindo com prudencia, rezando que a mensalidade não sofresse atualizacao monetaria e tentando compreender como nossas notas não eram avaliadas segundo o valor original.

Fazendo analises verticais e horizontais, conhecemos o ponto fraco e o ponto forte de cada um e elaborando pareceres sobre nós mesmos, aos poucos sabiamos, com o passar dos dias, quando algo não andava bem. Nos tornamos peritos em driblar adversidades, auditores em revisar o trabalho do outro, porem não controlamos o rumo de nossos pensamentos e sentimentos e muitas vezes não sabiamos como lidar com isso e acabamos nos ferindo e machucando. Fomos artistas de teatro, consultores de empresas, marketeiros de produtos sensacionais e indispensaveis para nossas vidas e até engenheiros sociais, com e sem sucesso, entretanto o que fizemos de melhor e mais gratificante nenhum DRE pode mensurar: as experiencias vividas.

Tivemos durante o nosso exercicio, algumas perdas que ameaçaram por algum tempo a nossa estabilidade, alguns de nós, seguiram outros rumos, que não a contabilidade. Estas perdas, nos fizeram admitir que nem tudo sai como nosso planejamento estrategico foi estruturado, mas que devemos seguir firmes com nossa visao focada, sem jamais reconhecer o quanto foi importante a presença dos ex-colegas em nossas vidas.

Tão logo hoje, ao fecharmos razonetes e encerramos nosso demonstrativo, apuramos um lucro não somente contabil, mas pessoal e profissional.

É, bateu sinal, estamos nos formando, aew parabens, mas sera que não há tempo para alguns outros fatos contabeis? Uma passadinha no beija flor, deck ou pesque e pague? Quem sabe um truquinho no CTG, um almoco gauderio nas campeiras com corrida do seculo?
Talvez, mais uma etapa do Desafio Sebrae, ou uma piada sem graça a luz da lua na escada da faculdade? Quem sabe um passeio com superfantasticos amigos por Realeza, Santa Izabel, Cascavel, Paranaguá, com direito a trovas no Rio Grande do Sul e depois de assistir teatro, voltar de São Paulo e ir direto para Madri?

Será que há tempo para um ultimo seminário de Contabilidade ou um último calculo de folha de pagamento? Quem sabe uma manha inteira de sabado no msn, uma aposta no grenal, um cutucao no meio da aula e uma reuniaozinha no recanto Marcon? Uma nova conquista nos Jogos Academicos, mais uma bateria de foguetes na faculdade, alguma brincadeira com tombos em gangorras de parquinhos infantis ou um papo gostoso nos canteiros da faculdade, antes e depois de comecar a aula?

O que comecou em um verao se findará no verao. Passados 4 anos não vejo mais olhares arredios, mas olhar para voces é acalanto, pois seus olhos refletem confianca e responsabilidade.

Aprendemos tanto sobre nos mesmos que hoje, juntos somos um, ou melhor uma: Contabeis 2008. Isso soa como musica não é mesmo? Se formamos uma musica, como diz uma musica, ela teria a mais perfeita sintonia, na mais estranha melodia, varios lados de uma mesma historia, e embora hajam perguntas sem respostas e duvidas a calar estas ficam para tras e hoje ouvimos novas melodias, certos que o som não cessará, pois não fecharemos as portas de nosso coracao.

Caros colegas, gostaria de dizer que foram inesqueciveis todos os momentos que compartilhamos. Mesmo que houveram algumas divergencias ou brigas, tudo valeu a pena e pedir desculpa mais uma vez pelos deslizes e excessos, pode até parecer clichê, mas ajuda a expressar o sentimento de gratidao e carinho em relacao a tudo que passamos juntos. Queria poder guardar cada palavra de afeto, cada abraco conforntante, cada semblanete senero dentro de uma caixinha, mas como isso não é possivel, estes ecoarao por muito tempo em nossa memoria trazendo risos aos nossos labios e talvez lagrimas em nossos olhos, fazendo lembrar como foi gratificante o periodo em que fomos academicos de contabilidade.

Formandos, que hoje novas portas abram-se em suas vidas, com horizontes brilhantes a se admirar.
Deixo a voces uma mensagem de um pensador que transcreve meu sentimento hoje: no dia de hoje, metade de mim quer sorrir, metade de mim quer chorar. No dia de hoje, metade de mim quer ficar, metade de mim quer partir. Mas o que fica é a saudade. Saudade dos livros, dos mestres, dos amigos, dos sonhos, dos sons e das festas. Mas, fica um vazio, podíamos mais. Mas hoje, especialmente hoje, metade de mim quer sorrir e metade de mim quer chorar.

Bachareis em Administracao e Contabilidade, Parabens, nos merecemos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Finais

- Ei, me dá um pedaço de chocolate?

- Então, acabou.

- E como vai a faculdade!

- Pois é, terminei.

Acabou, the end, fim. Os senhores devem estar perguntando-se, como assim, no começo do ano, começamos falando em finais? Pois bem, é mais do que evidente que para tudo o que começa, tem algo que termina. É inevitável. Algumas coisas agradecemos por findarem logo de uma vez e outras nos entristecemos com o fim. E por mais que haja coisas positivas e negativas é sempre difícil lidar com os finais.

O fato é, é muito mais fácil termos a ilusão da imortalidade das pessoas, situações e coisas em nossas vidas, do que ter que conviver com a triste realidade que tudo na vida é passageiro, o que é a mais pura verdade.

Para início de conversa, esse negócio do que é imortal não morre no final é só coisa de música da Sandy, nós somos muito mortais e, diria eu até que morremos e ressurgimos muitas vezes durante uma só vida. Como? Pensem comigo, diariamente estamos expostos a um misto de experiências e acontecimentos, cada um deles, ao penetrar em nossas vidas, moldam a nossa forma de pensar e de agir. A mudança proporcionada por tudo isso, faz com que surja dentro de nós mesmos, um novo eu. Desta forma, há uma morrer e um ressurgir. Há um fim para um começo.

E percebam como o abandono do antigo eu, para chegada de um novo, causa muito estrago. Por dezenas de vezes, nos surpreendemos com nossas próprias atitudes, maneira de pensar ou agir e essas mudanças são a prova irrefutável que houve um fim. Em alguns casos, pode haver a resistência e o saudosismo, que podem aumentar o problema.

O final da leitura de um livro, o fim de um filme, o acabar de uma barra de chocolate, o encerramento de um curso, o tchau a um emprego, o adeus a uma velha atitude. Seja qual for o motivo do final, este sempre nos abalará e nos fará avaliar a forma que estamos levando nossa vida e como coordenamos nossos pensamentos.

Talvez, se começássemos a conceber a ideia de que somos sim, passageiros no trem da vida e que a cada nova estação, uma nova paisagem surgirá, cada uma com uma beleza e um encantamento especial, conseguiríamos superar inúmeras frustrações que nos afligem. Nos apegamos demais as situações e as coisas e deixamos de viver a vida que nos aparece todos os dias, em função da superação dos fins que já se foram e vivem no presente.

Senhores, não estou falando em negar ou refutar o que nos aconteceu e que vivemos, pois graças aos momentos passados é que construímos nosso presente e idealizamos nosso futuro. E nisso, incluo até finais de relacionamentos, amizades ou demais perdas. Pois, se nada é imortal, tudo novamente pode mudar e o que era passado pode voltar ao presente, aí o que era final pode voltar como um recomeço.

Finais são sempre estranhos e o começo pode parecer ainda pior, mas é preciso enfrentar os dois, pois a janela do trem está aberta e cabe a você aproveitar a nova paisagem, considerando, mesmo assim que um dia poderá voltar lá.

Pollyanna Gracy Wronski não gosta de finais, mas se empolga com começos.

sábado, 22 de outubro de 2011

O noivo da minha melhor amiga


Que lance o primeiro tijolo de um prédio de 14 andares, aquele que nunca viu filosofia barata e revirou os pensamentos em um domingo à tarde assistindo melodramas americanos. É. Não estou escrevendo essa coluna em um prédio de 14 andares e muito menos com um tijolo na mão e como isso é coisa típica minha (como diria uma velha amiga), andei pensando (de forma sadia, fiquem tranquilos), nessa nossa análoga vida com a ficção.
A comédia romântica de Luke Greenfield, ‘Something Borrowed’, conta a história da garota certinha que fora apaixonada pelo seu colega de faculdade. A moça além de nunca ter tido coragem de se declarar para ele, o apresentou sua melhor amiga, que fez dele sua noiva. Tudo correria bem, se não fosse o porre em seu aniversário de 30 anos, que auxiliou a certinha Rachel a se declarar ao bonitão Dexter. Tudo se manteve escondido, até o sentimento (sempre ele) falou mais alto e chegou uma hora que ambos tiveram que tomar uma decisão.
Rachel, a advogada boa menina, pensando em proteger a amiga (que traia o seu noivo), renunciou ao seu amor e estava sendo uma boa madrinha. Até que Etan, o outro amigo entra na história e manda Rachel parar de ser passiva (e de certa forma trouxa) e sair daquele chove não molha. Certa de seus sentimentos e dos dele, ela, ao se declarar, pede que Dexter cancele o casamento e ele, entretanto, titubeia.
Ok, senhores. Não estou tentando me declarar para ninguém e nem pedindo que os senhores estraguem casamentos alheios, todavia, é preciso olhar as atitudes dos outros, (nem que seja em filmes), para ver de que forma estamos levando a nossa. O tal do frouxo do Dexter, além de não assumir o que sentia pela adorável Rachel, não seguia a profissão que queria: o cara era advogado e sempre sonhou em ser professor. Logo, diante da covardia do noivo-advogado, pensemos: quantos de nós diariamente, não nos esquivamos de tomar as rédeas de nossas vidas, para fazer o que realmente queremos? Para viver o que sentimos?
Lembram de Steve Jobs, na semana passada? O cara sempre quis “deixar uma marca no Universo” e seguiu até conseguir, sem medo de errar. E não só ele, mas quantos nomes famosos na ciência, na tecnologia, na matemática; seguiram com seus propósitos, seus ideais, suas vontades, sem medo de errar? E se Thomas Edison tivesse desistido logo de cara da lâmpada? E se Cleópatra não tivesse ‘peito’ suficiente, para aos 17 anos assumir o reinado do Egito?
No filme, o Etan, amigo e conselheiro de Rachel, além de alertá-la de como ela renunciava a tudo em favor dos outros (inclusive da amiga Darcy), declarou-se a ela. Ela que não jogara sujo contando a traição da amiga a seu amor, queria ser de Dexter a primeira opção; só que na verdade era a primeira opção do amigo, Etan, que era a primeira opção de Clair, outra amiga. No fritar dos ovos, para meu desgosto, Etan que deveria ficar com Rachel, ficou sozinho; Dexter tomou coragem e terminou o casamento, Darcy engravidou de outro e Clair, ficou contente em ter TENTADO ficar com Etan.
É, meus caros, por que, inúmeras vezes e não somente por falta de coragem ou preguiça, mas por não querer criar confusão ou desagrados, desistimos de nossos ideais e não corremos atrás daquilo que nos faz feliz? Quantas vezes vivemos a nossa vida baseada em uma ficção, tentando manter aparências, para simplesmente não magoarmos os outros e sermos, nós, os realizados? Quantas vezes deixamos de assumir nossos erros, nossas traições (que fundo são as nossas verdades) para, pelo menos, tentarmos ser feliz? Posso até parecer repetitiva em dizer que não sei a resposta, mas é verdade. Como eu não estou aqui para dar respostas, mas estou para confundir e deixar perguntas, só sei, que o que devemos ter no coração é a certeza de ter, ao menos, tentado ser feliz. E enfim, se não der, precisamos partir para outra, afinal, você pode ser a primeira opção de alguém e melhor ainda, ter a sua primeira opção. Ah, só não se esqueça de fazer isso antes que o casamento aconteça.

domingo, 16 de outubro de 2011

Quero deixar uma marca no Universo...


Semana passada, o mundo perdeu um dos grandes gênios da Idade Contemporânea. O mago da computação, o centralizador maníaco, o totalitário explosivo, como definiu a Revista Veja de 12 de Outubro de 2011, Steve Jobs, faleceu em 05 de Outubro, aos 56 anos, vítima de câncer.
Muitas pessoas são boas, outras são melhores, entretanto, existem aqueles que são extraordinários e Jobs, era uma destas pessoas e sabia muito bem disto. “Eu valia mais de 1 milhão de dólares quanto tinha 23 anos, mais de 10 milhões quando tinha 24, mais de 100 milhões quando tinha 25 e isso não era importante, porque nunca fiz nada por dinheiro” – disse Jobs ao documentário ‘O Triunfo dos Nerds’, reconhecendo, dentro de sua simplicidade, sua grandiosidade.
O americano Steve nasceu em São Francisco na Califórnia, após ser rejeitado e adotado, mudou-se com sua nova família para Palo Alto e muito jovem já mostrava sua genialidade. Em 1970, conheceu Steve Wozniak, colega que o auxiliou a fundar a Apple em 1976. Foi o responsável pela popularização do conceito de computador pessoal.
Seus inventos passearam do Apple I, que vinha desmontado; o Lisa que possuía suporte a mouse; filmes de animação, quando comprou a Pixar; indo a iPod, iPhone, iPad e o mais recente anúncio da Apple, o iCloud; todos eles com uma muita leveza, simplicidade e funcionalidade, como era Jobs.
Trajando apenas calça jeans, tênis e camiseta preta, quase seu uniforme, o empresário foi responsável por uma mudança no relacionamento entre pessoas, comunicação e tecnologia. Seus conceitos e sua imensa criatividade renderam uma grande fortuna e status de novo Da Vinci e comparações com Albert Einstein. Dizia:.”. quando você faz em fração de segundo o que os outros levariam horas para fazer, tudo parece mágica” e ele fez muita mágica.
Entretanto, acredito que o mais mágico dentro do pensamento de Jobs, não é em si, somente a sua habilidade sobre a tecnologia e nem como isso lhe rendeu fortuna com muitos zeros e casas, mas a sua incrível persistência e determinação naquilo que fazia. Jobs conseguiu transformar algo que não era imprescindível para a vida em objeto de desejo e tinha um objetivo, deixar uma marca no universo: sua maçã.
Steve falava que foco era não e manteve o foco. Lutou por seus objetivos e conquistou além de muita grana, a admiração por sua capacidade intelectual, tecnológica e administrativa e isso sim é admirável. Ressaltava que era importante aprender com os erros, mas, mais importante era jamais parar de errar.
Se tomássemos como exemplo a forma de vida de sábios como Jobs, perceberíamos como a liderança e o fora do comum é escasso nos nossos tempos. Tivemos um Jobs e alguns poucos concorrentes a fim de derrubá-lo e isso que preocupa nas gerações que virão. Teremos novos Jobs? Veremos alguns jovens com ambição suficiente para deixarem sua marca no mundo? Não sei, só espero que os que virão, venham com o mesmo pensamento de Jobs: deixar sua marca, mudar o mundo sem ter medo de errar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dia Internacional do Sofá

Em meio a um turbilhão de coincidências, retorno a página de postagens deste Blog. Sim, já faz tempo. Ontem, depois de pizza com os amigos do último ano de Contábeis, retomei algumas leituras na internet que tanto me agradavam e que eu larguei.
Bem, não foram somente essa leituras. Faz tempo que não permito, dentro do meu tempo, várias coisas que me agradavam. Uma delas é escrever.
Por alguns motivos, parei este ano de escrever neste blog e nos Jornais Liberal e Igaçaba. Não que a fonte inspiradora tenha secado, mas que ela mudou é fato. Enfim tudo mudou e nada mudou.
Alguns pensamentos ainda me acompanham, a vontade de melhorar também. Você mudou e eu também, mas me mantive a mesma. Confuso.
Diante dessa confusão de não saber o que se é e o que se quer, hoje é Dia Internacional do Sofá e eu lembrei que há muito tempo eu não lembrava dele. A gente esquece coisas que não quer e mantém na memória o que merece ser esquecido. Confuso de novo.
Fato que eu mudei de novo, além de comemorar o Dia do Sofá, no bar, com colegas contadores, voltei a escrever.
Só não esperem grandes mudanças nos meus temas de postagens, algumas coisas mudam, mas outros sentimentos, são como pirulito, que as crianças não conseguem largar. Confuso. Sim, mas necessário.