quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Dor de Amar


Publicada no Caderno Literário de Porto Alegre

Em Abril de 2009

Sonhava todo dia com o amor
Almejava seus segredos conhecer
O esperava com intenso furor
Em alguns olhos seu brilho perceber

Sonhava em plena luz do dia
Debaixo da luz do luar
Idealizando o momento em que poderia
Nos braços do amor se lançar

Tamanha insegurança sentia
Quando deixava-se do amor aproximar
Agoniado do amor, fugia
Com grande medo de se machucar

Assim, em dia cinzento
Tomado de rancor e desilusão
Desistido do amor em um momento
Sem querer descobriu a paixão

Forte e pleno, tal sentimento
Aos olhos vez o mundo colorir
Maravilhoso foi dividir cada momento
Foi exatamente o que imaginava sentir

Do amor não quis fugir
Somente deixou-se levar
Deixou aquela historia florir
Que muito veio a lhe ensinar


Porém, um poeta uma vez falou
O amor tem diferentes medidas
Diferenças que o coração apertou
E trouxe profundas feridas


Um coração triste e perdido
Desejoso do amor encontrar
Viu-se desolado e perdido
Com inúmeras dúvidas a calar

Hoje o coração sofre sozinho
E guardou o amor em seu olhar
Prefere seguir seu caminho
Até as feridas cicatrizar

Quem sabe se o amor
Virá de novo lhe acariciar
Se permitir, trazer um novo calor
Isso só o tempo poderá falar

Eu amo queijo

Em Maio de 2009


Esse é, se não o pior, mas com certeza um dos mais desgastantes relacionamentos de minha vida: eu e o queijo. Na verdade, eu e o queijo, o leite, o iogurte, o leite condensado, tudo aquilo que tenha lactose. Como boa descendente de raças européias, aprecio as maravilhas da boa culinária e isso inclui os doces e nessa levada a lactose, o motivo de meu desespero. Há alguns meses, descobri uma leve intolerância a substância que fez com que eliminasse (teoricamente), o consumo de alimentos que contenham essa minha inimiga.
O fato é que, mesmo sabendo dos seus males em minha vida, de seus efeitos colaterais em meu cotidiano, (isso inclui os traumas psicológicos), às vezes eu caio na tentação, me saboto e lá se vai um copo de iogurte com granola, ou um pedaço de queijo no sanduíche natural, ou um exagerado pedaço de pizza de chocolate branco. Aí sim, além do que saco, além dos efeitos fisiológicos, vem os psicológicos e a culpa, de cometer o mesmo erro de sempre.
O consultor de empresas Eduardo Farah, cita em suas palestras o exemplo do jogador Zinedine Zidane, na memorável final França e Itália, na Copa do Mundo de 2006. Tudo estava ao seu favor, a mídia em consagrá-lo melhor do mundo e a conta bancária em abarcar os milhões em contratos publicitários. Mas ele, num minuto de bobeira, como costumo chamar, “chifrou” o italiano Marco Materazzi, depois de uma discussão envolvendo mãe e irmã dentro do campo. Hã? Final de jogo e de carreira para Zidane.
Tá, e quantos de nós não levamos dentro do peito e do coração o espírito do Zidane? Ouso falar que todos o temos escondidinho (outros nem tão escondido assim), dentro da gente, mas na maioria das vezes não sabemos lidar com eles. Logo, quando nos deparamos com um pedaço de queijo, de uma ofensa, de um mal entendido, de alguém que lhe faz tremer as pernas, esquecemos de tudo o que nos causaram, do que podem nos causar ainda, dos efeitos em nossas vidas e da dor que é cair de costas no chão e não mais do que rapidamente acabamos caindo no ciclo vicioso da auto-sabotagem e, de novo, estamos de costas e com mais dor.
O pior é que isso não acontece só com o queijo que eu adoro, mas a auto-sabotagem alcança os patamares da vida profissional, onde nela espera-se que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem bem concretamente os objetivos a que se propõem. Procuramos o êxito, mas muitas vezes encontramos o fracasso e esse pode não ter uma causa explicável, mas pode ser explicado na auto-sabotagem, pois muitas vezes não sabemos o que o motivou a se comportar daquela maneira. Mas podemos tentar identificar em nós mesmos o que nos empurra nessa direção. Farah acrescenta que: “é fundamental saber que temos um time interno que joga contra. Não temos só de nos preocupar com os rivais externos, mas principalmente com esse time interno solapador que todos carregamos em algumas áreas da vida.”
E como esse pessoal temos que ser rígidos e dar-lhes do próprio remédio. É inato da nossa personalidade sermos repetitivos, metade da nossa vida – ou mesmo a vida inteira – tentamos confirmar e concretizar as crenças que adquirimos quando crianças, sobretudo no relacionamento com o pai ou a mãe. Isso é negativo, quando nos impede de mudar, de inovar, de dar assas a imaginação e experimentar o novo, sem medo.
Porém, tem horas que nada segura. É medo, é raiva, é revolta e estamos lá, comendo queijo, dando cabeçada em italiano, discutindo com o colega de trabalho, dando trela pro desalmado que nos fez sofrer: vem a sabotagem e vai o boi com a corda e o trem se descarrila. Saímos dos trilhos que traçamos e que traçaram para nós, se vemos em meio a uma confusão e o conflito interno se dilata.
É conveniente ressaltar, todavia que nem sempre esse sair dos trilhos pode ser ruim, de tanto apanhar um dia a gente aprende e esta pode ser positiva e pode nos alertar para algo que simplesmente não vai bem. Coisas de nosso inconsciente que querem nos alertar que algo não vai bem e refletem suas razões em nossas ações também inconscientes.
Muitas vezes, o medo de ser feliz é a raiz da auto-sabotagem. Freud trouxe em 1916, “Os que fracassam ao triunfar”, artigo que descrevia sobre pessoas que sofrem e morrem de medo quando a existência traz satisfação e que ficam felizes da vida quando ela não dá certo. Por razões complicadas, essas pessoas podem ter nas mãos todas as condições para aproveitar a vida ao máximo, mas elas talvez prefirem não fazê-lo. Aí, se sabotam como desculpa de enfrentar a felicidade, que quisá nunca aproveitaram, por não saber lidar com ela. De novo, a mudança e o experimentar.
O auto-conhecimento e o auto questionamento podem nos conduzir a resposta de muitas perguntas, pois, buscaremos detectar culpas, medos, raivas ou até poderemos nos lembrar dos registros negativos de infância, onde a auto-sabotagem é uma espécie de fuga de alguma angústia, medo ou desculpa.
Talvez, lá no fundo os “Zidaninhos”, estejam escondendo no se enfiar no queijo, um medo de se apaixonar pelo leite de soja e o tofu, ou talvez seja mesmo só um outro medo de enfrentá-los e ver que eles não nos fazem mal, só estamos assustados com eles e não conseguimos desfrutar seu sabor sem considerar que ele pode nos fazer mal. Convém, não dar cabeçadas e sim, analisar e perceber se o amor que sente lhe faz bem ou lhe faz mal e assim, amarrá-lo de vez ou largá-lo para sempre, ambos, sem culpa e sem sabotagem.


Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis se assume como “sabotadora” e pretende acertar seu relacionamento não só com o queijo, mas os demais que lhe afligem.

domingo, 24 de maio de 2009

Vingança é um prato que se come frio.



Fato é comprovado com o sexo feminino.
(em 22 de Maio de 2009)

Uma vez citou o pensador Friedrich Nietzsche: “Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem”, tudo bem que no amor vocês já sabiam mas na vingança, tal informação acredito que surpreenderá muitos e muitas.


O sentimento da vingança é explicado como a retaliação contra uma pessoa ou um grupo como sinal de resposta a algo que foi percebido e entendido como prejudicial para si mesmo ou para as pessoas. Falando em prejudicar, o pensamento para a vingança pode ser conduzido como uma ação que volte a igualar os lados, (já que um foi prejudicado), porém seu fundo refletem mais ações destrutivas do que construtivas.


A filosofia vê diante da opinião de alguns, como algo necessário para se manter a justiça; onde muitas sociedades afirmam que o mal infligido deve ser maior que o de objetivo da vingança. O “olho por olho” descrito na Bíblia vem para evitar uma serie de ações violentas e a religião católica afirma que apenas Deus tem direito de praticar a justiça através do uso da vingança.


Se mulher é vingativa o homem a procura, o mesmo Nietzshe afirma que: “O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso”.


E diante desse perigoso jogo de interesses e busca da justiça, natural do instinto humano, uma recente pesquisa afirma que mulheres planejam atos agressivos mais que os homens; segundo as proposições do estudo, o sexo masculino tende a reagir de forma impulsiva e agressiva, enquanto as mulheres são mais ponderadas e mais calculistas.


A Universidade Ibero-Americana da Cidade do México (UIA), realizou um experimento com base em análises de adultos que apresentavam altos níveis de agressividade. O observado foi que enquanto os homens tendem a ação física imediata, elas pensam mais no que vão fazer contra o outro, num ato frio e racional.


Noventa testes que abrangeram o tipo da personalidade, preenchimento de questionários socioeconômicos e análises eletrofisiológicas foram realizados com homens e mulheres com características agressivas. Tais resultados mostraram que as mulheres são mais "proativas", enquanto os homens tendem a ser "reativos".


O ato masculino de reação em alta atividade emotiva a um estímulo desagradável a exaltação, é classificado como agressor reativo. Porém, quando a resposta emocional é mais fraca, no caso das mulheres, estas planejam sua estratégia para expressar seu descontentamento, o que traduz um agressor proativo.


Os resultados demonstraram ainda que 70% dos homens do teste reagiam ao estímulo negativo com uma agressão física, enquanto apenas 10% das mulheres recorriam aos golpes. Tal ação é explicada porque a maioria delas prefere "isolar" quem foi motivo de irritação.

O estudo possibilitou a compreensão de que existem pessoas muito mais suscetíveis ao comportamento agressivo por sua própria configuração cerebral, o que é explicado devido a diferenças entre os sexos existentes há mais de 100 mil anos. Ao macho cabia a tarefa de caça e de trazer o alimento à família, à mulher cabia a colheita de frutas na aldeia, logo não cabia a elas o esforço físico, mas a questão da hierarquia entre elas era comprovada com quem exercia a melhor liderança.


Desta forma, o homem desenvolveu mais a área cerebral que se encarrega de todas as respostas emotivas e imediatas, onde o que sentiu tem resposta imediata e pronta, já nas mulheres tal fato histórico possibilitou um maior desenvolvimento da zona responsável por regular o sistema das emoções, por isso que dizemos que a vingança é um prato que se come frio, para nós fêmeas.

Porém, é preciso evidenciar que tal atitude não é somente feminina, apenas é mais latente neste sexo. Para isso as histórias de homens atacando o guarda-roupas de suas ex com objetos cortantes são muito menos freqüentes, mas acontecem. O que nos diferencia é que planejamos mais e melhor, enquanto os homens são desde pequenos educados ao revide de ações, nós temos a obrigação de sorrir e parecermos dóceis. Assim, mesmo querendo dizer que “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, por trás de meigo sorriso, pode um intenso desejo de justiça, que se esconde atrás da vingança mais sutil e elaborada.
Pollyanna Gracy Wronski é Bióloga, Professora, Acadêmica de Ciências Contábeis sorri sempre e acredita na justiça, sutil, fria, mas eficaz.

Medo do Mar



(Em 05 de Março de 2009)
Ando vagando pelo vento. Ando sem um rumo certo. Ando pra onde eu vejo luz, e nem sempre é luz. Ando perdida. Ando com os pés trêmulos e caminho com passos em falso.

Perdi meus firmes passos, depois que conheci o mar. Perdi minha espontaneidade, perdi minha calma, perdi no meu jogo. Lutei com as armas as quais eu jurei jamais usar, bem aquelas que me traziam a maior recusa, foram bem estas que usei.

Eu, que sempre meço as palavras, calculo passos, elaboro estratégias, eu me deixei levar. Bem eu, que falei nem pensar. Que sabia todas as armadilhas que continham naquelas águas, que já tinha ouvido falar de todas as incertezas que na vida ela nos dava.

Entretanto, não mais que sorrateiramente, um brilho estranho e novo veio a me encantar, meus olhos incendiaram de uma nova forma, que curiosa, pela primeira vez quis eu conhecê-lo de perto.

Por querer, mas sem perceber, ousei, em me jogar em um mar, o qual eu jamais quisera saber a profundidade. Percebi o arrepio das águas geladas e o calor da emoção a flor da pele ao encontrar espécies e conviver com uma experiência a qual jamais havia vivido.

Aprendi coisas as quais jamais eu conseguira aprender dentro da minha monótona rotina de meus dias. Porém, como eu não sabia o caminho e o que me esperava, eu fui, sem saber a hora de voltar.

Lancei-me, por querer mudar. Precisava sentir que havia um sangue quente em minhas veias, mesmo por entre mãos e coração gelado. Que podia aprender com a beleza e com a sapiência do mar. E senti, e vivi, e sofri, por ter que voltar. Mergulhei nas descobertas, na experiência. Mergulhei nos erros, em angústia, em dúvidas e ilusões.

Agradou-me a ideia de pisar no falso, de experimentar o perigo, de ser levada pelo vento, pelo sabor do mar e tentar buscar para sempre comigo, aquela luz que tanto fez bem ao meu coração.
Todavia, o mar que tem águas quentes e mostra faces com belas paisagens, como eu, não é seguro e sofre com a ação do vento, do tempo, da tempestade. Quisera ser só eu, o mar e tudo de bom que eu vivi. Sua companhia era só o que me bastava, me fazia pensar em nada, só em viver e viver feliz.

O vento e a tempestade nos afetaram, de tal modo que eu não mais senti suas águas geladas me esquentando e mostrando-me as belezas da vida. As águas se agitaram e fizeram-me perder em meio a um turbilhão de sentimentos.

Lutei, tentei buscar o caminho de volta, porém fui levada por suas ondas, sem rumo, de um mar que já não comandava a força e a direção das ondas, nem obedecia sua própria vontade.

Do mar, do sábio mar, do calmo e maravilhoso mar, eu fui obrigada a me afastar. Sua inconstância agitou meus pés, que quiseram novamente pisar em sólida e consistente terra firme. Trouxeram-me novamente para terras conhecidas, com as mesmas paisagens, mesmas seguras sensações, com a minha mesma rotina de sempre.

Hoje, habito nestas terras firmes, por querer, mas, tenho medo e saudades do mar. Ainda estão em minha memória, os bons sentimentos, as belezas e tudo que mesmo fria, me fez quente ao conhecer seus mistérios.

Olho em seus olhos todos os dias, mas não vejo mais um brilho convidativo, mas uma luz ofuscada que não me permitem entender o que ele quer me dizer. Será que ele ainda tem algo a me dizer ou ensinar?

Suas águas congelaram meu coração, me deixaram mergulhada em um profundo cinza, com dúvidas a calar, angústia no olhar e sem aquele riso fácil, que me fazia todo dia admirar o calor do sol e ao longe ouvir o barulho intrigante daquelas águas.

Sem firmeza no andar, mantenho-me distante, sentada na areia, olhando suas ondas, que me fazem saudosa, feliz e que me amedrontam. Sei que ele me trará respostas, me ensinará coisas novas, me fará muito feliz. Mas por hora, sem entendê-lo eu prefiro a terra firme, a solidez, pois do mar, eu ainda tenho muito medo.

Ronaldo


E viva o gordinho!
(em Abril de 2009)

Quando, mais uma vez, quase todos zombaram dele, o ridicularizaram, acusaram de farrista e irresponsável com a carreira, ele voltou. E voltou, mais uma vez em grande estilo, mais uma vez driblando todas as adversidades e conquistando além do título de Campeão Paulista pelo Corinthians, a coroa de melhor jogador do campeonato.

Ronaldo Luis Nazario de Lima, ou simplesmente RONALDO (dito bem daquele jeito que todo mundo fala), ou o Fenômeno, está de volta para o terror dos zagueiros e talvez o melhor apelido não seja mesmo Ronaldinho como iniciou a carreira, nem fenômeno quando da conquista do Melhor do Mundo, mas o apelido que serviria e que virou até sinômino de Ronaldo é superação.

Do Cruzeiro para o PSV, chegou sendo artilheiro com 67 gols em 71 partidas oficiais. Cedo, em 1996, sofreu com seu primeiro problema físico de maior gravidade, passando por cirurgia no joelho direito, recuperando-se a tempo de participar das Olimpíadas de 1996.

Ainda em 96 ruma para o Barcelona, sendo o artilheiro também do Campeonato com 34 gols em 37 partidas e é reconhecido pelo talento e volta por cima após a cirurgia e a medalha de bronze em Atlanta, com o recebimento do prêmio de Melhor Jogador da Fifa em 1997. Vai para o Internazionale, onde se torna o "Fenômeno" e mais uma vez o melhor do mundo.

Porém a carreira do atual gordinho mais aclamado do Brasil sofre mais um baque, este na fatídica Copa de 1998, onde na véspera da final sofre uma estranha convulsão, até hoje não compreendida por muitos brasileiros (inclusive eu) que resultou num abalo da seleção e a derrota na final da copa.

Alvo da pressão da mídia diante daquele episodio, caí no rendimento no Internazionale e em 2000 sente a dor de mais uma contusão que o deixou afastado dos campos por quase um ano. Volta, com o que lhe rendeu outro apelido, uns quilinhos a mais e com um fim de carreira decretado, o gordinho estava em baixa.

Nova cirurgia e uma confiança: a de Luiz Felipe Scolari. Tal confiança faz com que ele retorne em brilhante estilo como Campeão do Mundo em 2002 e como o maior artilheiro do Brasil (superando o Pelé: yes) em copas do mundo. No Real Madrid, é aclamado como melhor da Europa, mais uma vez o melhor do mundo, campeão espanhol e artilheiro da temporada. Em um time de muitas estrelas acaba sendo ofuscado e contunde-se facilmente, em 2006, em mais uma copa é amplamente criticado e o “gordinho” vira motivo de esculacho.
Milan, seu problema com a balança é respaldado por um mau funcionamento na glândula tireóide, emagreceu, cresceu, mas foi vaiado pelos torcedores. Em 2008, novo golpe do destino, no banco no jogo Milan e Livorno, entra no segundo tempo e em sua primeira participação no jogo, ao tentar subir na área para um cabeceio, acabou se lesionando na hora do salto, saindo de campo em seguida chorando. Novo afastamento, nova cirurgia, velhos problemas, antigas criticas, desligamento do Milan, tratamento no Brasil.

Em tratamento, aproveita a vida noturna é alvo de escândalos e novamente seu fim parece evidente. Fala da vontade em jogar no Flamengo, mas fecha com o Corinthians que aguarda sua recuperação, sua estabilidade física e o apresenta no Paulistão 2009. O resto vocês já sabem: Campeão Paulista invicto, melhor jogador com campeonato, onde em 13 jogos já atingiu um terço de sua meta de gols para o ano.

Ídolo nos campos e ídolo também como pessoa, dotado de grande força, determinação e vontade de vencer que traduzem na superação de todos os obstáculos os quais enfrentou, os focos da mídia estão novamente voltados para ele, que com simplicidade, carisma e talento, mais uma vez voltou.

È bom se inspirar em Ronaldo que voltou e você quantas vezes voltou? Talvez aquele jargão de “sou brasileiro e não desisto nunca”, reflitam todas as partidas e voltas deste craque. Mas voltando o olhar para nós mesmos, mesmo sem muitos holofotes, muitas vezes também sofremos com rasteiras, contusões, pressão da “mídia” que nos rodeia e que fazem com que desabemos no gramado, com o grito de derrotado pela torcida e pelos nossos adversários, que nos atordoam e deixam sem força para levantar.

Há, porém, pessoas que confiam em nosso trabalho, no nosso potencial, no nosso modo de encarar a vida e nos dão a mão para levantar e partir para o próximo lance, sendo artilheiros do campeonato da vida fazendo provar a nós mesmos que somos capazes e que se realmente quisermos, o seremos, não importa o que nos atinja.

É preciso voltar! Não interessa o lugar de onde e nem pra onde se vai. Ronaldo voltou para o Brasil, para seu lugar como ídolo, como exemplo. Só falta voltar pra seleção!
E viva o Gordinho!